Quarta-feira, Maio 20, 2009

O Yôga, maltratado

Ministro práticas de Yôga Antigo já há quase um quarto de século.

Nesses anos todos tenho ouvido as coisas mais estapafúrdias serem ditas pelas pessoas a respeito do Yôga. Elas não o fazem por mal; trata-se de desinformação, contra-informação e falsificação impingidas à população. Certos "profissionais" despejam qualquer coisa no colo das pessoas à guisa de Yôga.

Vejamos alguns exemplos:

Uma amiga, anos atrás, tinha combinado comigo passear no Parque da Aclimação num sábado. Chegado o dia, o tempo mostrava-se chuvoso. Então propus a ela:
- Num tempo assim, o melhor é irmos passear num shopping. Que tal?
Ela fez uma cara de espanto absoluto, e respondeu:
- O que?? Como assim, shopping?? Você é professor de Yôga! Você vai a shoppings???
O que leva uma pessoa culta, com curso superior, a emitir o conceito exdrúxulo de que professor de Yôga não vai a shopping? Todos os professores que conheço freqüentam shoppings, seja para fazer compras, ir ao cinema ou, simplesmente, comer alguma coisa.
Há algo de muito errado na forma como o público vê o Yôga...
Lá vai outro exemplo:
Recentemente conheci uma moça de nacionalidade romena, atualmente morando no Brasil. Ela é personal trainner, atuando principalmente em cruzeiros marítimos. Pois bem, certo dia a administração do navio a chamou. Entregaram a ela um livro de Yôga, dizendo:
- Alguns passageiros pediram aula de Yôga. Estude esse livro, pois já os avisei que hoje à noite você dara prática de Yôga para eles.
Ela ficou abismada, e retrucou que não sabia nada de Yôga, que não tinha a menor idéia de como dar uma aula de Yôga. Não adiantou. Eles queriam que ela desse aula de qualquer jeito.
Pressionada dessa forma, a solução que ela arrumou foi dar uma aula de Pilates, misturando com alongamento e alguma coisa de ginástica. Os passageiros gostaram. Ficaram muito satisfeitos com aquela aula de "Yõga" que, de Yôga mesmo, não tinha nada.
Agora eu pergunto: qual o conceito que essa administração do cruzeiro tem do Yôga? Qual o respeito que eles têm pelos passageiros? Quanto esses passageiros pagaram pelo pacote?
Por isso é tão urgente a regulamentação da profissão, para que aberrações como essa sejam coibidas. Mais um exemplo:
Uma aluna relatou-me o seguinte: ela tem uma amiga, a qual disponibiliza, em sua fazenda, seções de massagens, alongamento e outras atividades. Num certo dia, essa amiga convidou minha aluna para uma imersão total em Yôga, durante 3 dias. Essa maratona de Yôga seria conduzida por uma... monja budista!!
Ora, Yôga não tem nada a ver com religião. Yôga é técnica. Além do mais, budismo é uma ruptura com o hinduísmo. Yôga é parte da cultura hindu, com a qual o budismo rompeu. Assim, é como se um médico homeopata fosse dar um curso de 3 dias de... alopatia! Não faz sentido!
É preciso moralizar o ensino de Yôga. Não é possível que esses absurdos continuem. Em parte, os culpados somos nós mesmos, os profissionais da área, que vemos as coisas acontecendo, e não nos mexemos.
Regulamentação já!!




Quarta-feira, Março 11, 2009

Administração do stress em Brasília

Retomo, depois de algum tempo, o curso de administração do stress. Dias 21 e 22 de março em Brasília.

O curso inclui

- técnicas corporais inteligentes, que visam nos dar consciência corporal, resultando em redução e até eliminação das tensões musculares;

- reeducação respiratória, que proporciona amplificação da capacidade pulmonar e massageamento dos órgãos internos;

- concentração produtiva, resultando em maior rendimento no trabalho e nos estudos. Trata-se de concentração sem tensão;

- descontração consciente, a qual complementa os itens anteriores com uma renovação de nossa vitalidade.


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Reinaugurando o blog


Ao procurar um nome para meu novo blog, ligado à qualidade de vida, digitei robertolocatelli, certo de que o resultado seria: disponível. Mas o endereço, informou-me o blogspot, já estava em uso. Um tanto desapontado, resolvi ver quem era meu homônimo que estava utilizando o domínio que eu intentara emplacar.

Qual não foi minha surpresa ao descobrir que o usurpador era... eu mesmo! Tinha-se me ausentado totalmente da memória consciente o fato de que, quatro anos atrás, eu iniciara um blog com meu nome, empreitada que não levei adiante na ocasião. A internet tem dessas coisas.

Recupero agora, portanto, a inciativa d'antanho.