Esquerda e direita
Muito se tem falado de que "não existe mais esquerda e direita". Aliás, desde a década de 70 se diz isso. E é sempre a direita que afirma isso.
Quando Kassab diz que seu partido "não é de direita, nem de esquerda, nem de centro", aplique-se a tecla SAP => é de direita.
Também quando alguém se diz "apolítico", é provável que vote em candidatos de direita.
Mas, nos dias atuais, de crise aguda do sistema, é fácil identificar quem é de esquerda e quem é de direita. Basta observar-lhe o humor. Quem estiver macambúzio, irritadiço, meditabundo, sem nenhum motivo aparente, provavelmente é de direita. Esse ar perdido e desesperançado é o típico estado de espírito "meu chão sumiu".
E por que o chão sumiu? Os motivos são vários: a Meca do capitalismo, os EUA, são hoje a nação mais devedora do mundo. A segunda Meca do capitalismo, a Europa, está em crise profunda. O México, que a direita sempre apontou como exemplo que o Brasil deveria seguir, é hoje governado pelo narcotráfico.
Ou seja, os ícones da direita estão sendo destroçados. O touro de Wall Street, símbolo do deus-mercado, agora parece ridículo naquela calçada cheia de militantes do Occupy Wall Street. Dai esse ar desacorçoado e perplexo dos líderes políticos da direita, e de seus seguidores.
Por outro lado, quem é de esquerda, está com os olhos brilhando, com a energia em alta, com vontade de rir à toa. Um metalúrgico de esquerda governou o país por 8 anos e é amado pelo povo, além de receber homenagens sem fim pelo mundo afora.
Claro que, agora, com o tratamento contra o pequeno tumor, Lula ficará "de molho" por dois meses. Esse breve interregno servirá para dar uma fugaz alegria amarga aos que destilam um ódio doentio contra ele.
Lula é um forte. Ele sairá dessa facilmente. Até porque ele está, como todos os que são de esquerda, em "alto astral".

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